“MELHORANDO O PADRÃO”

Análise crítica do artigo “MELHORANDO O PADRÃO”
Revista Proteção de dez/04, sobre o perfil ideal dos profissionais de SST

1.  Introdução
O artigo da revista Proteção, sobre o perfil ideal dos profissionais de SST, baseado em pesquisa realizada pelos alunos de pós-graduação em EST da UNIP em 2001, aborda alguns dos principais aspectos relacionados ao perfil dos profissionais de SST, ou seja, os pontos fortes, a sobrecarga, os pré-requisitos, a informação e a cultura.

2. Propósito
O propósito da pesquisa foi reunir subsídios para melhor identificar o perfil ideal do profissional de SST, sob uma perspectiva tripartite, envolvendo representantes dos empregadores, sindicatos, universidades, associações profissionais etc

Acredita-se que a pesquisa irá auxiliar as empresas, empresários, estudantes, universidades e demais entidades a promover ações especificas visando melhorar o padrão do profissional de EST.

3. Constatações
Embora não seja surpresa, como também observado em outras profissões, constata-se através da pesquisa, que o perfil do engenheiro de segurança do trabalho desejado é o daquele profissional que reúne criatividade, iniciativa, espírito de liderança, capacidade para trabalhar em grupo, equilíbrio para lidar com adversidade, inclinação para desafiar regras e integridade pessoal. Já não há muito espaço para o profissional altamente especializado que apenas executa as ordens recebidas do chefe.

A interdisciplinaridade tem especial relevância para o exercício da profissão,  portanto saber trabalhar em grupo e ter um bom relacionamento pessoal são fundamentais.
Constata-se também que os profissionais de EST estão submetidos ao estresse, relacionados ao volume de trabalho, incertezas sobre competências e habilidades, questionamentos de ordem moral, como a  preocupação com a compatibilidade de valores com os da organização.

Parece que ainda existe uma certa distancia entre o verdadeiro papel do EST e as expectativas das empresas. Na prática, a cultura predominante nas empresas não permite que o profissional atue na sua plenitude, de forma ideal.

Em termos práticos as expectativas com relação ao profissional de EST é grande, deve ter visão multidisciplinar, equilíbrio emocional, iniciativa, maturidade e senso de autonomia e negociação. São atributos difíceis de se encontrar entre os profissionais mais jovens.

Além disso, percebe-se que uma grande maioria dos profissionais de EST tem um perfil tímido e introvertido, incompatível com as expectativas.

Espera-se que o profissional de EST tenha maior engajamento estratégico e seja capaz de mobilizar a alta gestão para colaborar nos projetos de segurança.

Falar o inglês e/ou espanhol é quase inevitável, de outra forma, o profissional encontrará muita dificuldade para se manter atualizado e inserido no contexto globalizado.

A informação é ferramenta imprescindível e constitui elemento essencial para o aprendizado contínuo. O profissional de EST é cada vez mais solicitado a aprimorar os conhecimentos e se manter atualizado com relação aos contínuos avanços na área, deve ser um profissional antenado.

Outro aspecto ressaltado na pesquisa é a importância da redação. A habilidade da escrita é de extrema relevância no contexto da comunicação e expressão plena. O fato da maioria dos profissionais não se comunicarem plenamente se deve a falta de hábito de leitura e falta de cultura em geral, o que limita o seu arsenal argumentações.

Na verdade o perfil do profissional deve levar em consideração o “cubo de competências” ou o CHA, conhecimentos, habilidades e atitudes. O conjunto deve ser adequado.

4. Conclusão
O papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho evoluiu e hoje está ampliado e muito mais abrangente. Isso exige do profissional uma visão sistêmica, multidisciplinar.

Percebe-se uma clara tendencia de aproximação do profissional de EST do contexto estratégico. As empresas estão pouco a pouco percebendo essa necessidade, alicerçadas por resultados mais consistentes.

Por outro lado, a maioria dos profissionais de EST, não possuem o perfil ideal conforme preconizado pela pesquisa. Isso requer esforços das várias entidades ligadas ao tema no sentido de reverter esse quadro.

Em suma, devemos nos esforçar para termos profissionais completos, não meramente portadores de título de Engenheiro de Segurança, mas um praticante interessado no ser humano, com atitudes, habilidades e conhecimentos em contínua  atualização.

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