Sobre Helder P Sampaio

Engenheiro Mecânico pela UNIP, Analista de negócios e especialista em gerenciamento de projetos. Concebeu e implementou vários projetos de TI, na área de logística, no Brasil, Chile, USA e Holanda, pioneiro na introdução de EDI para comunicação entre fornecedores, clientes, autoridades portuárias e armadores. Empresário nos setores de Engenharia Consultiva, Agronegócios, Tecnologia da Informação e Consultoria em Gestão Empresarial. Sócio fundador e consultor da BRexperts, a primeira Empresa de Consultoria Empresarial Multidisciplinar baseada no modelo empresarial colaborativista.

A diferença entre padronizar e harmonizar

Em trabalho recente realizado para um Grupo empresarial do ramo educacional pude vivenciar como os pequenos detalhes de interpretação podem impactar de forma significativa as estratégias adotadas e…

Fonte: A diferença entre padronizar e harmonizar

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A diferença entre padronizar e harmonizar

Em trabalpadronizarho recente realizado para um Grupo empresarial do ramo educacional pude vivenciar como os pequenos detalhes de interpretação podem impactar de forma significativa as estratégias adotadas e o sucesso das organizações.

 

 

Padronização
A padronização sempre foi vista como uma forma de racionalizar a utilização de recursos e alavancar melhor produtividade, entre outras melhorias de ordem administrativa. Porém essa máxima não necessariamente é verdadeira, e na maioria das vezes não é!

No âmbito da administração podemos dizer que um processo padronizado é um método efetivo e organizado de produzir sem perdas.

Isso talvez fosse 100% verdade no passado, quando as mudanças eram lentas e de pequena magnitude. Nos dias de hoje, e provavelmente nos dias que virão cada vez mais, é inconcebível a ideia de situações estáticas e iguais, dadas as inúmeras variáveis que compõem o universo de contextos que formam a sociedade e as organizações. Admitir que as diferenças é algo importante a considerar constitui premissa essencial.

Neste sentido, no âmbito das organizações, propor a padronização pura e simplesmente pode significar a ruptura definitiva com aquilo que podemos chamar de “inovação”.

O conceito de inovação é bastante utilizado no contexto empresarial e, neste sentido, significa criar novos caminhos ou estratégias para atingir resultados melhores. Inovar é fazer diferente e melhor.

O igual como condição de discriminação
Me lembro que quando criança meu pai vivia repetindo que todos os filhos eram iguais e se ele  não fazia algo por um também não faria pelo o outro, e, se fazia por um, teria necessariamente que fazer pelos demais também. Confesso que muitas vezes isso significou prejuízo para um ou para todos, já que, obviamente, as necessidades de cada um eram bem diferentes.

Essa questão é bem explorada na parábola do filho pródigo, talvez a mais conhecida parábola de jesus, que a princípio parece injusta, quando o pai favorece um filho supostamente não merecedor, mas que na verdade era aquele que dele mais precisava, naquele momento (Lucas 15:11-32).

O diagnóstico, prescrição x necessidade (qual é a dor?)
Admitindo portanto que as “diferenças” devem ser levadas em consideração, quer seja pelos diferentes contextos ou pelas mudanças que ocorrem o tempo todo, é de primordial importância analisar a padronização com olhos cuidadosos.

O que parece trivial para o empresário na verdade é extremamente complexo, demanda zelo e cuidado para não engessar a organização e privá-la da inovação.

Normalmente o empresário imagina que precisa padronizar para obter melhores resultados mas na verdade o que realmente se faz necessário é a harmonização. As diferenças devem coexistir harmonicamente, sem causar transtorno para a estratégia adotada.

Neste sentido, torna-se evidente que cada filial ou unidade de negócio, deve ser avaliada levando-se em consideração as suas particularidades e também como estas se integram com o conjunto, sem causar ruídos, de forma a amplificar os resultados do Grupo.

Prescrever padronização portanto não é a melhor forma de atingir os resultados que as organizações demandam, ainda que, em muitas instancias, é o que se deve ser feito, porém sem generalizações.

O Foco de qualquer trabalho que busca MELHORIA CONTÍNUA deve estar no resultado que se deseja. Prescrever tratamento sem se ater às dores do paciente é leviano e pode gerar efeitos colaterais indesejados.

Metodologias
Para abordar tais questões diferentes metodologias podem ser adotadas, “design thinking”, “business analysis”, “análise 360 graus”, “diagnóstico empresarial”, “business process management”, etc. Os conceitos se interligam e não necessariamente é preciso se ater à metodologia especifica, mesmo porque tais denominações são representações de ordem didática que os vários autores se utilizam para facilitar o entendimento dos conceitos.

Na verdade o conhecimento sempre existiu, ele é latente no universo ilimitado. As metodologias, apresentadas pelos seus respectivos autores, são apenas modelos de ordem didática, que se prestam a compartilhar o conhecimento, cabe a cada um fazer as conexões necessárias para tirar o melhor proveito em suas implementações.

Conclusão
Vivemos num mundo em constante transformação, com mudanças cada vez mais rápidas, demandas novas a cada dia, o que requer um olhar constante sobre as práticas adotadas e as adaptações que se fazem necessárias.

Neste contexto padronizar não representa a questão central, o momento requer harmonização, requer avaliar como as diferenças podem COEXISTIR e beneficiar o conjunto, propiciando um olhar mais crítico sobre como fazer mais e melhor, ou seja, como INOVAR.

Pense nisso!

Mais um acidente com amônia, até quando nossos empresários irão continuar indiferentes ao problema?

amonia

Até quem acompanha as ocorrências de acidentes no setor frigorífico ou de alimentos se espanta com os números…, Merecem destaque 2 grandes acidentes ocorridos recentemente: um na Minerva Foods de Barretos, em 31/ago/16, com 1 óbito e cerca de 30 feridos e agora outro na JBS de Senador Canedo, em 20/set/16, com mais de 60 feridos.

Por que amônia?

Se não fosse a sua toxidade a amônia ou amoníaco (solução aquosa de amônia) seria o líquido refrigerante ideal pois reúne todas as características desejáveis para uma eficiente troca de calor, além de seu baixo custo.

Algumas vantagens da amônia

– É quimicamente inerte para os elementos dos circuitos frigoríficos, com exceção do cobre.

– O amoníaco não se mistura com o óleo lubrificante.

– É facilmente detectável em caso de fuga por apresentar um odor pungente muito característico, desta forma, é muito difícil ter uma falha de circuito.

– O amoníaco é fabricada para muitos mais usos além da refrigeração, o que permite a manutenção do seu preço baixo. O preço do amoníaco é muito inferior ao da maioria dos refrigerantes, além de requerer quantidades menores para obtenção do mesmo resultado.

Riscos da amônia

A amônia é utilizada em grandes trocadores de calor que operam em sistemas de refrigeração de grande porte. O processo de troca de calor envolve a compressão do gás amônia, que se apresenta liquefeito em reservatórios sob pressão. O volume que ocuparia se estivesse sob a pressão ambiente, em caso de vazamento por exemplo, seria 850 vezes maior.

A amônia é um agente tóxico, com propriedade alcalina corrosiva e pode também ser explosiva quando em concentrações de 16 a 25% no ar.

A concentração do limite ambiental para a amônia é de 20ppm ou 14mg/m3 (conforme anexo 11 da NR-15), que é uma concentração válida para jornadas de trabalho de até 48 horas por semana, caracterizando grau de insalubridade médio.

Por que os acidentes ocorrem?

Os acidentes estão sempre relacionados às falhas. Quando um acidente ocorre é certo que houve uma falha ou uma combinação de falhas.

Normalmente a ocorrência de um acidente se dá em virtude de uma sequência de falhas, quer sejam no processo em si ou nas salvaguardas previstas para mitigar os riscos.

As falhas podem ter suas origens na concepção do projeto, na execução dos processos ou mesmo podem ser de ordem administrativa, por exemplo.

Salvo raríssimas exceções, qualquer que seja a origem da falha ela é de total responsabilidade do empresário, pois a ele cabe zelar pela segurança de seus funcionários, adotando as medidas administrativas, de projeto e operacionais necessárias.

Antes do acidente

É certo que a prevenção é o melhor caminho, contudo é sabido que a maioria dos empresários brasileiros atribuem baixa prioridade ao tema, por economia ou por mero desconhecimento.

Durante as operações

Neste cenário, onde as soluções de segurança são apresentadas após a concepção dos projetos, se faz relevante reavaliar todos os pormenores dos processos visando identificar e mitigar qualquer possibilidade de falha, implementando as salvaguardas necessárias.

São diversas as metodologias empregadas na análise de falhas e que combinadas ou contextualizadas, conforme o caso, fornecem excelentes subsídios para mitigar os riscos.

Para situações que envolvem tempos de reações exíguos, grande volume de pessoas, entre outros aspectos, faz-se necessário lançar mão dos recursos da modelagem dinâmica, avaliando-se os possíveis cenários, com a simulação matemática para detecção de falhas em projetos ou processos complexos.

Depois do acidente

No mundo ideal o “depois” não deveria existir… Se existe é porque o trabalho de prevenção não foi bem feito. Neste caso a avaliação do “acidente” ocorrido é peça fundamental no processo de melhoria contínua.

Ao que parece nossos empresários não estão fazendo a lição de casa como deveriam e por esta razão os acidentes continuam acontecendo.

É inconcebível que empresas do porte de uma JBS (faturamento de 160 bilhões em 2015) sejam incapazes de evitar a recorrência de acidentes dessa magnitude.

Se levarmos em conta o prejuízo financeiro e de imagem que tais acidentes representam para as empresas é de causar estranheza a falta de mobilização percebida por parte dos empresários.

Tudo que se vê quando um acidente ocorre são ações que visam abafar o caso, sendo que muito pouco se faz com relação a efetiva análise do acidente, que certamente levaria à adoção de novas salvaguardas, para mitigar os riscos.

Gestão de riscos

Pelo número de acidentes que estamos vendo nos noticiários, em particular os relacionados à vazamento de amônia, parece que os empresários do setor não estão realizando um bom trabalho no âmbito da gestão de riscos.

Pela gravidade dos acidentes, tanto para empresa quanto para os trabalhadores e suas famílias, é muito difícil entender a razão pela qual nada efetivamente tem sido feito no sentido de interromper, de uma vez por todas, a ocorrência desse tipo de evento, sempre vitimando dezenas de trabalhadores.

Plano de emergência

Não bastassem as falhas na prevenção e na adoção de salvaguardas, muitas vezes percebemos falhas nos planos de emergência, com relatos de situações incompatíveis com os planos, como por exemplo rotas de fugas obstruídas e/ou a contaminação destas, sem falar na infraestrutura de atendimento médico, muitas vezes insuficientes para o atendimento das demandas oriundas das situações de emergência.

A responsabilidade dos empresários

Pelo o que se tem visto nos noticiários os empresários estão sendo responsabilizados e espera-se que isso incentive a melhoria do ambiente de trabalho nestas empresas.

No caso Minerva Foods, por exemplo, de acordo com o noticiário, a CETESB irá aplicar “sanções administrativas cabíveis” e a Polícia Civil instaurou “inquérito por homicídio culposo”. O que isso na prática irá representar ainda não sabemos…

Independentemente das sanções efetivamente impostas resta saber se as empresas assimilaram as lições aprendidas e se irão investir em segurança como devem.

“MELHORANDO O PADRÃO”

Análise crítica do artigo “MELHORANDO O PADRÃO”
Revista Proteção de dez/04, sobre o perfil ideal dos profissionais de SST

1.  Introdução
O artigo da revista Proteção, sobre o perfil ideal dos profissionais de SST, baseado em pesquisa realizada pelos alunos de pós-graduação em EST da UNIP em 2001, aborda alguns dos principais aspectos relacionados ao perfil dos profissionais de SST, ou seja, os pontos fortes, a sobrecarga, os pré-requisitos, a informação e a cultura.

2. Propósito
O propósito da pesquisa foi reunir subsídios para melhor identificar o perfil ideal do profissional de SST, sob uma perspectiva tripartite, envolvendo representantes dos empregadores, sindicatos, universidades, associações profissionais etc

Acredita-se que a pesquisa irá auxiliar as empresas, empresários, estudantes, universidades e demais entidades a promover ações especificas visando melhorar o padrão do profissional de EST.

3. Constatações
Embora não seja surpresa, como também observado em outras profissões, constata-se através da pesquisa, que o perfil do engenheiro de segurança do trabalho desejado é o daquele profissional que reúne criatividade, iniciativa, espírito de liderança, capacidade para trabalhar em grupo, equilíbrio para lidar com adversidade, inclinação para desafiar regras e integridade pessoal. Já não há muito espaço para o profissional altamente especializado que apenas executa as ordens recebidas do chefe.

A interdisciplinaridade tem especial relevância para o exercício da profissão,  portanto saber trabalhar em grupo e ter um bom relacionamento pessoal são fundamentais.
Constata-se também que os profissionais de EST estão submetidos ao estresse, relacionados ao volume de trabalho, incertezas sobre competências e habilidades, questionamentos de ordem moral, como a  preocupação com a compatibilidade de valores com os da organização.

Parece que ainda existe uma certa distancia entre o verdadeiro papel do EST e as expectativas das empresas. Na prática, a cultura predominante nas empresas não permite que o profissional atue na sua plenitude, de forma ideal.

Em termos práticos as expectativas com relação ao profissional de EST é grande, deve ter visão multidisciplinar, equilíbrio emocional, iniciativa, maturidade e senso de autonomia e negociação. São atributos difíceis de se encontrar entre os profissionais mais jovens.

Além disso, percebe-se que uma grande maioria dos profissionais de EST tem um perfil tímido e introvertido, incompatível com as expectativas.

Espera-se que o profissional de EST tenha maior engajamento estratégico e seja capaz de mobilizar a alta gestão para colaborar nos projetos de segurança.

Falar o inglês e/ou espanhol é quase inevitável, de outra forma, o profissional encontrará muita dificuldade para se manter atualizado e inserido no contexto globalizado.

A informação é ferramenta imprescindível e constitui elemento essencial para o aprendizado contínuo. O profissional de EST é cada vez mais solicitado a aprimorar os conhecimentos e se manter atualizado com relação aos contínuos avanços na área, deve ser um profissional antenado.

Outro aspecto ressaltado na pesquisa é a importância da redação. A habilidade da escrita é de extrema relevância no contexto da comunicação e expressão plena. O fato da maioria dos profissionais não se comunicarem plenamente se deve a falta de hábito de leitura e falta de cultura em geral, o que limita o seu arsenal argumentações.

Na verdade o perfil do profissional deve levar em consideração o “cubo de competências” ou o CHA, conhecimentos, habilidades e atitudes. O conjunto deve ser adequado.

4. Conclusão
O papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho evoluiu e hoje está ampliado e muito mais abrangente. Isso exige do profissional uma visão sistêmica, multidisciplinar.

Percebe-se uma clara tendencia de aproximação do profissional de EST do contexto estratégico. As empresas estão pouco a pouco percebendo essa necessidade, alicerçadas por resultados mais consistentes.

Por outro lado, a maioria dos profissionais de EST, não possuem o perfil ideal conforme preconizado pela pesquisa. Isso requer esforços das várias entidades ligadas ao tema no sentido de reverter esse quadro.

Em suma, devemos nos esforçar para termos profissionais completos, não meramente portadores de título de Engenheiro de Segurança, mas um praticante interessado no ser humano, com atitudes, habilidades e conhecimentos em contínua  atualização.

Conceito Moderno de Engenharia de Segurança

Definição Moderna da Engenharia de Segurança do Trabalho

… é a ciência e a arte de analisar, avaliar e projetar sistemas simples e complexos com o objetivo de realizar processos transformadores que visam a excelência dos ambientes, das condições de trabalho e do desempenho dos negócios, com o máximo respeito aos recursos humanos e naturais…”

Introdução

A definição acima sintetiza muito bem todos atributos da Engenharia de Segurança moderna. Muitos dos conceitos, embutidos da referida definição, foram abordados de diferentes formas pelos palestrantes convidados para a semana de aulas inaugurais do curso de pós-graduação da UNIP de 2014, turma 52.

…é a ciência e a arte de analisar, avaliar e projetar sistemas simples e complexos…

Na palestra do Eng. Cesar Ken Mori, em 30/04/14, falou-se da Engenharia, definindo-a como sendo a “arte de aplicar conhecimentos científicos e empíricos e certas habilitações específicas à criação de estruturas, dispositivos e processos que se utilizam para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas” . A partir daí concluímos que a EST aproxima a “ARTE” (engenharia) da “CIÊNCIA” (saúde)

…com o objetivo de realizar processos transformadores…

Nesta parte da definição podemos perceber o novo papel do Engenheiro de Segurança do Trabalho, como um agente de transformação.

…que visam a excelência dos ambientes, das condições de trabalho…

Aqui exalta-se o foco da atuação, tanto do ambiente quanto das condições de trabalho, de forma ampla, mais humana e integral.

…e do desempenho dos negócios, …

Destaque para a importância do alinhamento com a estratégia. Um dos desafios da Engenharia de Segurança Moderna é estabelecer uma cultura voltada à estratégia. Deve haver uma mudança de postura, de cultura, ou seja, focar nos problemas que a Engenharia de Segurança do Trabalho resolve, na produção de resultados empresariais relevantes, que atendem a estratégia corporativa.

…com o máximo respeito aos recursos humanos e naturais.

Segurança somente ocorrerá, de fato, se houver harmonia entre as diversas matérias que a compõe. Trata-se de tarefa multidisciplinar e envolve o negócio, o indivíduo, a empresa, a família, o meio ambiente, o ambiente social etc

História do Prevencionismo – Engenharia de Segurança do Trabalho

Alguns marcos da história do prevencionismo, extraídos da aula do dia 07/5/14, proferida pelo Prof. Leonídio no curso T-52 de pós-graduação em EST – UNIP.longa-estrada-est

1. Introdução
A história do prevencionismo vem percorrendo uma longa estrada. Embora hajam relatos de algumas preocupações relacionadas ao tema desde antes de cristo, no Egito, o marco mais contundente do prevencionismo é o estudo do médico Bernardino Ramazzini,  médico italiano nascido em Carpi, em 4/10/1633, considerado o Pai da Medicina do  Trabalho pela contribuição de seu livro: “As Doenças dos Trabalhadores”, publicado em 1700 e traduzido para o português pelo Dr. Raimundo Estrela. Resumidamente, com o seu trabalho ele buscou a identificação da causa raiz das doenças, utilizando-se para tanto técnicas de anamnese.
Em seu trabalho, o Dr. Ramazzini relaciona 54 profissões e descreve os principais problemas de saúde apresentados pelos trabalhadores, chamando a atenção para a necessidade dos médicos conhecerem a ocupação, atual e pregressa, de seus pacientes, para fazer o diagnóstico correto e adotar os procedimentos adequados.
Anamnese (do grego ana, trazer de novo e mnesis, memória) é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde com seu paciente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de uma doença ou patologia. Em outras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e a pessoa doente. A anamnese é também referenciada como Anamnese Corporal, Ficha de Anamnese ou Anamnese Corporal Completa.
Uma anamnese, como qualquer outro tipo de entrevista, possui formas ou técnicas corretas de serem aplicadas. Ao seguir as técnicas pode-se aproveitar ao máximo o tempo disponível para o atendimento, o que produz um diagnóstico seguro e um tratamento correto. Sabe-se hoje que a anamnese, quando bem conduzida, é responsável por 85% do diagnóstico na clínica médica, liberando 10% para o exame clínico (físico) e apenas 5% para os exames laboratoriais ou complementares. Após a anamnese é realizado o exame físico, onde se procuram os sinais e sintomas da doença.
De lá pra cá, como veremos a seguir, os avanços foram diversos.

2. Século XIX – revolução industrial

revolucao-industrialA revolução industrial trouxe consigo mudanças consideráveis na estrutura do trabalho. Na industria têxtil surge a primeira máquina de tear. Com novas máquinas surgem também novas atividades e demanda por novas matrizes energéticas.
A revolução industrial criou a necessidade de preservar o potencial humano como forma de garantir a produção.
Na Inglaterra, a preocupação com a prevenção de acidentes do trabalho e outros fatores de risco, que eram frequentes no ambiente das primeiras fábricas, gerou a união de trabalhadores e homens públicos para a concretização das bases da política prevencionista.

3. 1833 – Lei da fábrica

lei-de-fabricaDurante a revolução industrial (1763 a 1815), inicialmente na Inglaterra e posteriormente na Alemanha, França e demais países, houve a intensificação do estudo dos acidentes do trabalho, pois esses países produziam legiões de incapacitados ao trabalho. Isto levou os empresários da época a se questionar sobre os benefícios da revolução de mercado que eles estavam produzindo. Como consequência, em 1833, a Inglaterra publicou a 1a. legislação realmente eficiente na proteção do trabalhador – “Factory Act” (Lei da Fábrica), que tinha como principais itens as seguintes regras estatutárias:
• Proibição do trabalho noturno aos menores de 18 anos;
• Restringia as horas trabalhadas por menores a 12 horas por dia e 69 horas por semana;
• As fábricas precisavam ter escolas para trabalhadores menores que 13 anos;
• A idade mínima para o trabalhador era “9 anos”;
• O cuidado com o desenvolvimento físico correspondente à idade cronológica.
Em 1877, na Suíça, e em 1898, na Alemanha, surgem Leis responsabilizando o empregador por acidentes e doenças ocupacionais.
Em 1906 surge o 1o. Congresso Internacional de Doenças do Trabalho, ocorrido em Milão, quando então intensificam-se as trocas de experiências na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, estabelecendo-se estudos para a melhoria da normatização das atividades laborais na Europa.

4. 1919, OIT

oitEm 1919, é criada a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Organização de carácter universal, a OIT tem as suas origens na matriz social da Europa e da América do Norte do século XIX. Estas regiões assistiram ao nascimento da Revolução Industrial, que gerou um extraordinário desenvolvimento econômico, muitas vezes à custa de um sofrimento humano intolerável e graves problemas sociais. A ideia de uma legislação internacional do trabalho surgiu logo no início do século XIX em resposta às preocupações de ordem moral e econômica associadas ao custo humano da Revolução Industrial. Alguns industriais notáveis, entre os quais Robert Owen e Daniel Le Grand, apoiaram a ideia de uma legislação progressista no domínio social e laboral. No final do século XIX, os sindicatos começaram a desempenhar um papel decisivo nos países industrializados, reivindicando direitos democráticos e condições de vida dignas para os trabalhadores.
O argumento inicial era de natureza humanitária. As condições a que se encontravam sujeitos os trabalhadores, cada vez mais numerosos e explorados sem qualquer consideração pela sua saúde, pela sua vida familiar ou pelo seu desenvolvimento, eram cada vez mais intoleráveis. Esta preocupação encontra-se claramente expressa no Preâmbulo da Constituição da OIT, segundo o qual «existem condições de trabalho que implicam para um grande número de pessoas a injustiça, a miséria e privações…».
O segundo argumento era de natureza política. Se as suas condições de vida e de trabalho não melhorassem, os trabalhadores, em número cada vez maior devido ao processo de industrialização, criariam certamente distúrbios sociais, podendo mesmo fomentar a revolução. O Preâmbulo da Constituição refere que a injustiça gera um tal «descontentamento que a paz e a harmonia universais são colocadas em perigo». O terceiro argumento estava relacionado com aspectos econômicos. Em virtude dos inevitáveis efeitos de uma reforma social sobre os custos de produção, qualquer sector econômico ou país que tentasse implementá-la ficaria em desvantagem face aos seus concorrentes. No Preâmbulo afirma-se que «a não adoção por uma nação de um regime de trabalho realmente humano é um obstáculo para os esforços das outras nações que desejam melhorar a condição dos trabalhadores nos seus próprios países».
Estes argumentos foram consagrados no Preâmbulo da Constituição de 1919, que começa com a seguinte afirmação: «só se pode fundar uma paz universal e duradoura com base na justiça social». Aprofundados na Declaração de Filadélfia, adotada em 1944, estes ideais continuam a ser mais importantes do que nunca na atual época de globalização e constituem ainda a base ideológica da OIT.
A Constituição da OIT foi redigida entre Janeiro e Abril de 1919 pela Comissão da Legislação Internacional do Trabalho, constituída pelo Tratado de Versalhes. Esta Comissão era composta por representantes de nove países (Bélgica, Cuba, Checoslováquia, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Polônia e Reino Unido), sendo presidida por Samuel Gompers, presidente da Federação Americana do Trabalho (American Federation of Labour, AFL). Esta Comissão deu origem a uma organização tripartida, a única do gênero, cujos órgãos executivos são compostos por representantes de governos, empregadores e trabalhadores.
A Organização demarcou-se, logo desde o início, do resto da Sociedade das Nações, a antecessora da Organização das Nações Unidas entre as duas guerras mundiais. Enquanto a Sociedade das Nações sentiu sérias dificuldades para se consolidar, a OIT desenvolveu-se rapidamente, graças à extraordinária competência do seu primeiro Diretor, Albert Thomas, ao empenho do seu Secretariado no estabelecimento de um diálogo interativo com os ministros do Trabalho dos Países Membros e ao dinamismo da Conferência Internacional do Trabalho. Entre 1919 e 1920, foram adotadas nove convenções e dez recomendações.

5. 1920 – Eloy Chaves

eloy-chavesEloy de Miranda Chaves (Pindamonhangaba, 27 de dezembro de 1875 — São Paulo, 19 de abril de 1964) foi um advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, empresário, banqueiro, proprietário rural e político brasileiro.
Em 1921, o advogado, em viajava de trem, na antiga Estrada de Ferro Sorocabana, e “ouviu de dois ferroviários informações de que os trabalhadores da ferrovia, principalmente aqueles que exerciam atividades mais desgastantes, como foguistas e maquinistas, mesmo quando atingiam uma idade avançada precisavam continuar trabalhando em razão da necessidade premente de sustentar a família. As locomotivas movidas a lenha exigiam a presença constante de um foguista, que alimentava continuamente a caldeira, sujeitando-se a temperaturas extremamente altas.”
Eloy Chaves procurou os ferroviários Francisco de Monlevade, Alfredo William e Edmundo Navarro de Andrade, inspetor-geral, chefe de locomoção e chefe do serviço florestal da Companhia Paulista, discutiu com eles o assunto, “socorreu-se dos conselhos de Francisco Monlevade e Adolpho Pinto”, foi para sua fazenda Ermida, em Jundiaí, onde também tinha uma fábrica de porcelana, e lá concebeu e escreveu o projeto de lei que apresentou à Câmara dos Deputados naquele mesmo ano de 1921, criando “em cada uma das empresas de Estradas de Ferro existentes no País uma Caixa de Aposentadoria e Pensões (a primeira CAP do Brasil) para os respectivos empregados”, foi aprovado e virou lei em 24 de janeiro de 1923.
Eloy Chaves ocupou importantes cargos nas administrações públicas, entre eles a Pasta da Justiça e da Segurança em 1913, na gestão do Conselheiro Rodrigues Alves. Em 1919 foi eleito novamente para a Câmara Federal e apresentou em 1923, no Congresso, o projeto de Lei que, mais tarde, iria se transformar no embrião da Previdência Social. O nome, naquela época, era “Caixas de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários”. Essa lei, chamada de “Lei Eloy Chaves” foi escrita em seu escritório na Fazenda Ermida e conferiu a seu criador o título de “pai da previdência social”. Em 19 de Abril de 1964, Eloy Chaves faleceu.

6. 1930 – Prevenção e Técnica (teoria dos 330)
Em 1931, nos Estados Unidos da América, Henri Heinrich, um estudioso da área de seguros, introduziu pela 1a vez a filosofia de acidentes com danos à propriedade. Sua investigação inicial apresentou como resultado a seguinte proporção:

piramideA partir de 1954, também nos Estados Unidos, Frank Bird Jr., outro estudioso da área de seguros, realizou um estudo sobre probabilidade de ocorrência de acidentes e incidentes a partir de uma análise envolvendo 297 empresas, 3 x 109 horas trabalhadas, 1.750.000 trabalhadores e 1.753.498 eventos; chegando a seguinte conclusão:

piramide-330Com a experiência de Frank Bird surge um novo conceito de acidente: “Acidente é um evento não desejado, do qual resulta em dano físico a uma pessoa, danos à propriedade ou atrasos nas operações. Desse novo conceito surge o Controle de Perdas com os seguintes princípios básicos:
• A gerência reconhecerá que a investigação da maioria dos acidentes da classe “Sem Lesões” ajudará a eliminar muitas práticas e condições inseguras, que por sua vez constituem as causas dos acidentes com lesões;
• A gerência está interessada neste programa tanto como está em qualquer programa que reduza as perdas, que diminua os atrasos na produção e que aumente a qualidade com reflexos na diminuição do custo final do produto;
• Ao aumentar o esforço para diminuir os acidentes com a possibilidade de reduzir seus custos constitui-se um veículo para justificar economicamente o quadro do pessoal de Segurança e Saúde Ocupacional;
• O gerente é o elemento chave do programa de controle de perdas.

7. 1943 – CLT / SESMT

cltA Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 1943 prescreveu a existência nas empresas de Serviços Especializados em Segurança, em seu artigo 164. No entanto, isso ocorreu somente através da portaria 3237, de 27/06/1972, do Ministério do Trabalho. Esta portaria teve várias alterações, mas nenhuma substancial, quando em 1978 foi revogada, revisando o capítulo V da CLT – levada a efeito pela Lei 6514/77 – e a edição da portaria 3214/78, quando a matéria abordada pela 3237/72 passou a ser assunto específico da NR4: Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).
“O SESMT é um setor que faz parte do organograma interno das empresas, sendo que o mesmo está submetido às ordens da empresa contratante, bem como à constante fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pois a sua estrutura, os seus profissionais e as suas respectivas finalidades estão submetidos à legislação de segurança do trabalho. Assim, não é possível ter um SESMT constituído e estruturado fora das normas estabelecidas pelo MTE.”.
“Cabe assim ao SESMT, com o apoio do empregador e através da ampla conscientização dos empregados, a implementação de uma política de segurança do trabalho que propicie aos trabalhadores o direito ao exercício de suas funções de forma segura e digna, evitando a exposição dos mesmos a “condições prejudiciais a sua integridade física, moral e psicológica” (Moraes, 2002).

8. 1956 – USA / queda dos acidentes
Devido às campanhas de prevenção de acidentes (“prevenir acidentes é dever de todos!), após a 2a. Guerra Mundial, percebeu-se uma significativa queda nos acidentes nos USA, no período entre 1943 a 1956. O trabalhador americano colaborou.
Como observado, as guerras trouxeram benefícios para a prevenção com o desenvolvimento de novos equipamentos de proteção.
Houve também uma maior preocupação com a abrangência dos acidentes, extrapolando o ambiente laboral. Estudos demonstraram que 68% dos problemas que afetam o macro ambiente tem origem dentro da empresa.

9. 1966 – Conceito de acidente (Frank Bird)

domino-frankbirdEm 1966, o norte-americano Frank Bird Jr. propôs um novo enfoque para as questões de segurança e saúde, a partir da ideia de que a empresa deveria se preocupar não somente com os danos aos trabalhadores, mas também com os danos às instalações, aos equipamentos, aos seus bens em geral. Ele chamou a esse enfoque de Loss Control, ou Controle de Danos, com o objetivo de dar uma abrangência maior a tais questões, tendo em vista que as causas básicas dos acidentes eram (e são) as mesmas. Ou seja, um acidente com ou sem lesão provém da mesma origem humana ou material.

10. 1972 – Reg. SESMT / port. MTPS 3237

sesmtEm 1972 a Portaria 3.237 determina obrigatoriedade do serviço Especializado de Segurança do Trabalho.
No início da década de 70, a iniciativa do Banco Mundial em cortar os financiamentos para o Brasil, caso o quadro de acidentes de trabalho não fosse revertido, resultou na publicação das portarias nº 3236 e 3237, em 27 de julho de 1972. Segundo estimativas da época, 1,7 milhão de acidentes ocorriam anualmente e 40% dos profissionais sofriam lesões.
O então ministro do Trabalho, Júlio Barata, além de assumir as implementações das portarias, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina no Trabalho, atualizou o artigo 164 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que discorre sobre as condições internas de uma empresa, em relação à saúde e a segurança, mas precisamente sobre a atuação e formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
No dia 27 de julho celebramos o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. A data é símbolo da luta dos trabalhadores brasileiros por melhorias nas condições de saúde e segurança no trabalho.

11. 1978 – NR’s

nrEm 08 de Junho de 1978 a Lei 6.514 é regulamentada pela Portaria 3.214
A Lei 6514 de 22 de setembro de 1977 altera a redação do Capítulo V, do Título II da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) relativo a Segurança e Medicina do Trabalho aprovada em 1 de maio de 1943.
A portaria 3214 de 08 de junho de 1978 aprova as Normas Regulamentadoras – NR’s do Capítulo V, Título II da CLT, relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.

12. 1998 – Visão tripartite (trabalho seguro, saudável, produtivo) / OIT

tripartideEm 1998, a Conferência Internacional do Trabalho aprovou a Declaração dos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho. A Declaração estabelece quatro princípios fundamentais a que todos os membros da OIT estão sujeitos: liberdade sindical e reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva; eliminação de todas as formas de trabalho forçado; abolição efetiva do trabalho infantil; eliminação de todas as formas de discriminação no emprego ou na ocupação.

13. Conclusão
A construção da Engenharia de Segurança é um processo permanente, não termina nunca. Nos últimos anos foram milhões de acidentes de trabalho e milhares de óbitos, o que mostra que leis, decretos, normas e procedimentos relacionados à saúde e segurança do trabalhador jamais serão suficientes.
Por outro lado, percebemos o empregador mais preocupado com a segurança, devido aos custos diretos e indiretos que um acidente pode representar para sua empresa. Esta visão vem se desenvolvendo de forma gradativa e tende a se expandir com os novos conceitos que estão surgindo, relacionando a segurança com a qualidade e a produtividade.
Os conceitos mais atuais sobre gestão empresarial falam sobre “Gestão Integrada”, sobre a qualidade de vida no trabalho, qualidade dos resultados (Qualidade de Produtos / Serviços e retorno financeiro). A Engenharia de Segurança moderna baseia-se não somente no atendimento da legislação mas também ao melhor estabelecimento de políticas, alinhadas ao “negócio” das organizações, onde segurança não é vista como custo, mas sim como investimento.

Certificado Digital – Você ainda vai ter um!

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Com o advento da Internet o mundo está cada vez mais digital e por mais que queiramos resistir aos avanços tecnológicos trata-se de uma exigência social e legal inevitável…

Introdução

Quem não se lembra dos primeiros veículos movidos a álcool… No início, há quase 40 anos, muita desconfiança, mas com o amadurecimento da tecnologia, em pouquíssimo tempo, tornou-se praticamente um padrão entre os carros fabricados no Brasil. Hoje a totalidade da frota de veículos fabricados Brasil roda com etanol, com motores flex ou com motores convencionais à gasolina, já que a nossa gasolina contém cerca de 25% de etanol na sua composição.

Da mesma forma, porém muito mais rápido por se tratar de Tecnologia da Informação, o processo de inserção do Certificado Digital no cotidiano das pessoas tornou-se uma realidade… Muitas das obrigações legais impostas às empresas e pessoas físicas, já há algum tempo, exigem a utilização de um Certificado Digital.

Pra que serve o Certificado Digital?

Advogados e também outros profissionais liberais necessitam do Certificado Digital para interagir com os sistemas do governo ou para acessar outros serviços com maior agilidade, facilidade e substancial redução de custos.

Enfim, a Certificação Digital permite que as operações de comércio eletrônico, assinatura de contratos, operações bancárias, acesso aos sistemas do governo, entre outras, sejam realizadas de forma virtual, ou seja, sem a presença física do interessado, mas com a identificação clara da pessoa que a está realizando.

Mas o que é Certificado Digital?

Certificado Digital é uma assinatura com validade jurídica que garante proteção às transações eletrônicas e outros serviços via internet, permitindo que pessoas e empresas se identifiquem e assinem digitalmente de qualquer lugar do mundo com segurança e agilidade.

A tecnologia associada aos mecanismos de segurança adotados na Certificação Digital são capazes de garantir autenticidade, confidencialidade e integridade às informações eletrônicas.

Trata-se de tecnologia de criptografia, neste caso a assimétrica ou de chave pública, um algorítimo de cifragem que utiliza 2 chaves: uma pública e outra privada.

Essas chaves são geradas simultaneamente e são relacionadas entre si, o que possibilita que a operação executada por uma seja revertida pela outra. A chave privada (sua senha do Certificado Digital) deve ser mantida em sigilo e protegida por quem gerou as chaves (Autoridade Certificadora). A chave pública é disponibilizada e tornada acessível a qualquer indivíduo que deseje se comunicar com o proprietário da chave privada correspondente.

Na assinatura digital, o documento não sofre qualquer alteração e um resumo criptográfico (“hash cifrado” com a chave privada) é anexado ao documento.

Qual a credibilidade do Certificado Digital?

A viabilização do processo tecnológico envolvido na Certificação Digital se sustenta na Infraestrutura de Chaves Públicas.

ICP-Brasil, a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) é uma cadeia hierárquica e de confiança que viabiliza a emissão de certificados digitais para identificação virtual do cidadão. Observa-se que o modelo adotado pelo Brasil foi o de certificação com raiz única, sendo que o ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), além de desempenhar o papel de Autoridade Certificadora Raiz (AC-Raiz), também tem o papel de credenciar e descredenciar os demais participantes da cadeia, supervisionar e fazer auditoria dos processos.

A Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil (AC-Raiz) é a primeira autoridade da cadeia de certificação. Executa as Políticas de Certificados e normas técnicas e operacionais aprovadas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil.

Portanto, compete à AC-Raiz emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados das autoridades certificadoras de nível imediatamente subsequente ao seu.

A AC-Raiz também está encarregada de emitir a lista de certificados revogados (LCR) e de fiscalizar e auditar as Autoridades Certificadoras (AC), Autoridades de Registro (ARs) e demais prestadores de serviço habilitados na ICP-Brasil. Além disso, verifica se as AC estão atuando em conformidade com as diretrizes e normas técnicas estabelecidas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil.

Vinculadas às AC de primeiro nível estão as AC de segundo nível e sob estas estão os Agentes de Registro (AR), responsável pela interface entre o usuário e a Autoridade Certificadora ou quem efetivamente realiza o processo de emissão do Certificado Digital.

O processo envolve regras rígidas e o cumprimento dos procedimentos é auditado e fiscalizado, o que requer, por exemplo, exame de documentos, de instalações técnicas e dos sistemas envolvidos no serviço de certificação, bem como seu próprio pessoal.

Como obter um Certificado Digital?

O Certificado Digital é obtido através de um Agente de Registro (AR), presencialmente, em um ponto de atendimento, normalmente mediante agendamento prévio.

O agendamento é a solicitação do Certificado, a qual pode ser realizada diretamente pelo interessado (via internet) ou através de um Agente de Registro (por telefone ou e-mail).

De uma ou outra forma serão solicitadas informações de identificação do interessado e o envio de documentos de identificação digitalizados, para a geração do pedido.

Na solicitação deve constar o tipo de certificado: a) PJ, PF ou Equipamento; b) Validade (em geral de 1 a 3 anos); c) Mídia (cartão, token, software). Comercialmente estas opções são apresentadas de diferentes formas, por exemplo: “A3-PF-token” ou “e-PF|Prime A3 – Token”.

Ao confirmar o pedido é gerado o boleto para o pagamento e o TERMO de compromisso. Com o boleto pago, o termo assinado e o conjunto de documentos originais válidos solicitados, o candidato deve comparecer ao ponto de atendimento no dia e horário agendado, para a validação presencial e emissão do certificado digital.

A agilidade do processo presencial depende da empresa escolhida, em geral leva em média 20 minutos.

Para atender executivos ocupados, com limitação de tempo para deslocamento até o ponto de atendimento, existe a possibilidade do atendimento em domicílio ou DELIVERY (com a cobrança de uma taxa adicional), inclusive para atendimento no exterior.

O que pode ser acessado com o Certificado Digital?

Alguns exemplos:

a) Governo Federal: Receita Federal do Brasil – RFB; PROUNI – Programa Universidade para Todos; SIPREV – Sistema Integrado de Informações Previdenciárias; CEF – Caixa Econômica Federal; Programa Juros Zero; TISS – Troca de Informações de Saúde Suplementar; INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial; ComprasNet; Sistema de Diárias e Passagens; SIDOF – Serviço de Documentos Oficiais; INSS; Sistema Financeiro; SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro; Sisbacen – Sistema do Banco Central do Brasil; SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior; SISCOSERV – Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços; CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados; Sistema de Contratos de Câmbio; Comércio eletrônico – B2B – B2C / e-BIT

b) Governos Estaduais e Municipais: Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Livros Fiscais Eletrônicos (SPED Fiscal), EFD (Escrituração Fiscal Digital), e livros fiscais de entradas, de saídas, apuração do ICMS, IPI e Inventário.Nfe, SPED fiscal, etc

c) Sistema Judiciário: e-DOC; PJ-e; Homolognet – Homologações das Rescisões Trabalhistas; TRT da 4ª Região; Tribunais de Justiça – SP, PR, RJ e RS; Superior Tribunal de Justiça – STJ; Diário da Justiça On-line

d) Cartório Eletrônico (http://www.cartorio24horas.com.br): CRSEC – Central Registral de Serviços Compartilhados; Ofício Eletrônico; ARISP – Associação dos Registradores de São Paulo em parceria com o IRIB

e) Sistema de Saúde: TICS – Tecnologia de Informação e Comunicação de Saúde – CFM; Associação Paulista de Medicina (APM)

f) Outras Iniciativas: Carteiras de Identidade Profissional; Correio Eletrônico (e-mail); Assinatura de Documentos de Forma Eletrônica; Micro e Pequenas Empresas; Simples Nacional / SIMEI; RAIS – Relação Anual de Informações Sociais; MTE CNES – Cadastro Nacional de Entidades Sindicais; Carteirinha de estudante com Certificado Digital.

Conclusão

O mundo digital já chegou e a lacunas estão sendo preenchidas rapidamente, aderir ou não às mudanças que estão chegando já não constitue mais uma opção… Certificado Digital, você ainda vai ter um!

Helder Sampaio
(Agente de Registro AR|Prime)

A ética no exercício da Eng. de Segurança do Trabalho (Perícias)

ETICADe tanto se falar de ética muitos parecem ter perdido a capacidade de percebê-la, … Talvez por não se aterem ao que realmente acontece ao redor… Corromper e ser corrompido parece ter se tornado algo corriqueiro, para muitos nem indignação causa.

No âmbito da perícia trabalhista não raro nos deparamos com condutas pouco compromissadas com a retidão dos procedimentos, profissionais que preferem articular estratégias desconectadas dos fatos, sem base técnica para sustentação.

Nesse artigo busco refletir sobre como exercer a Engenharia de Segurança do Trabalho, de forma consciente, em prol daquele que o contrata, se pautando pelos fatos e aspectos técnicos, organizados e juntados inteligentemente, sem precisar recorrer a outros subterfúgios.

Introdução

Fico feliz por fazer parte do grupo que ainda fica “indignado” quando se vê diante de uma situação anti-ética e pouco profissional.

No âmbito das perícias trabalhistas esse descompasso parece se ampliar em virtude dos interesses das partes, muitas vezes conflitantes.

O profissional perito quer receber os seus honorários que, em muitos casos, depende de quem irá ganhar a causa. Se o reclamante (trabalhador) perde a ação é muito provável que o perito terá muito trabalho para receber, pois via de regra o pagamento recaí sobre a União (autor beneficiário da justiça gratuita).

Como perito Assistente Técnico da parte a situação não é muito diferente pois a contratante muitas vezes exige sucesso na ação e faz todo tipo de pressão para que o parecer seja 100% favorável à defesa, à revelia dos fatos.

Esse estado de coisas leva alguns profissionais de Engenharia de Segurança do Trabalho a exercerem suas atividades de forma não isenta. Muitas vezes se sujeitando aos crimes previstos nos art. 342 do CPC (Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral).

A questão portanto é como conciliar interesses tão díspares mantendo a retidão na conduta profissional, em alinhamento com a justiça.

O Assistente Técnico (AT) da parte

No contexto dos processo trabalhistas, tanto reclamante como reclamado podem indicar um Assistente Técnico (parágrafo único do art. 3º, da Lei 5.584/70).

O Assistente Técnico é o profissional de confiança da parte, para acompanhar a perícia, para elaborar um parecer técnico ou para assessorar a parte ou o seu advogado.

Ao Assistente Técnico cabe 1) acompanhar meticulosamente as ações e procedimentos do perito, questionando-o quando for o caso e, ao final, elaborar um parecer técnico paralelo a ser anexado aos autos, 2) Auxiliar a parte e seu advogado a elaborar os quesitos a serem respondidos pelo Perito nomeado, bem como apresentar à parte e/ou a seu advogado elementos que possam ser utilizados em seu favor no decorrer da ação, aumentando as chances de êxito, 3) Após tomar conhecimento dos autos do processo, expor de forma clara e objetiva seu entendimento sobre as questões suscitadas, esclarecendo os pontos controvertidos e apontando eventuais decisões judiciais a respeito do tema, ou seja, apresentar subsídios para que a parte e/ou seu advogado definam a estratégia da defesa.

A relevância do serviço prestado pelo Assistente Técnico não reside na simples apresentação de um Parecer Técnico favorável àquele que o contratou. Na verdade, o envolvimento do Assistente Técnico, irá promover ações coordenadas entre a área administrativa, profissionais de saúde e segurança do trabalho, advogados, para garantir uma defesa mais sólida e muito melhor fundamentada, alinhadas com os objetivos estratégicos da contratante.

O acompanhamento da perícia, de forma diligente e precisa (anotando, fotografando, colhendo dados etc) garante um parecer técnico bem fundamentado, com novos elementos e contraditórios para uma melhor avaliação da causa.

O sucesso da defesa processual também requer a juntada correta da documentação, evidencias da efetiva prática dos treinamentos, a prova testemunhal, o paradigma, enfim, todos elementos que dão consistência à defesa.

Além disso, a correta elaboração dos quesitos direciona de maneira inteligente uma questão a ser investigada. A resposta a um quesito, dada pelo perito, poderá ser utilizada pelas partes para fundamentar a defesa, para contestação do laudo e/ou servir de argumentação para uma eventual solicitação de impugnação do mesmo.

Portanto a elaboração dos quesitos requer estudo do processo por parte do perito assistente e dos advogados, conhecimento técnico sobre o assunto inserido no contexto das partes, evitando assim que um quesito mal elaborado possa ser utilizado contra aquele que o elaborou.

Dessa forma a atuação do Assistente Técnico é muito mais ampla, justificando-se em toda pendência judicial trabalhista, principalmente envolvendo periculosidade, insalubridade e acidentes do trabalho, incluindo aqui as doenças ocupacionais.

O Advogado que contrata o AT

Embora o Assistente Técnico devesse prestar os serviços acima citados, a grande maioria dos escritórios de advogacia buscam apenas a obtenção de documento oficial para corroborar afirmações preconcebidas em suas petições iniciais.

Muitos desses escritórios produzem centenas de processos (control C, control V), os quesitos já estão todos prontos e tudo que se espera do Assistente Técnico é a sua assinatura em parecer favorável.

O perito Assistente Técnico não pode de forma alguma garantir parecer favorável e também não tem obrigação de gerar provas contra o seu contratante, podendo se abster de declarar aquilo que considera irrelevante para a defesa dos interesses do seu contrante. Tudo isso é legítimo.

Diante de uma situação adversa o Assistente Técnico irá enfatizar os aspectos favoráveis e relevantes para a defesa, mesmo que não atenda 100% das expectativas do contratante.

Contudo é bom ressaltar que um trabalho eficaz de Assistência Técnica elimina boa parte das surpresas encontradas durante as perícias, de antemão já se sabem quais serão as dificuldades a enfrentar.

Infelizmente, na prática, poucos operam de forma diligente, especialmente no segmento trabalhista. O nível de envolvimento do AT é limitado, muitas vezes o perito Assistente Técnico só toma ciência do processo às vésperas da perícia e pouco ou nada discute antecipadamente com o advogado ou com a parte.

A estratégia – padrão PT

É estarrecedora a enorme quantidade de escritórios de advocacia que operam equivocadamente com relação ao papel do Assistente Técnico, se contentando com a simples juntada de parecer técnico favorável, sem nenhuma consistência técnica ou fato que dê sustentação.

Esse é o padrão PT, evidenciado nos inúmeros casos que ocupam a mídia todos os dias (operações da Receita Federal), cujos protagonistas estão associados às mais criativas articulações, descompromissadas com a justiça e com o bem da sociedade em geral.

Aceitar a pressão e render-se à interesses conflitantes é o mesmo que admitir que tudo que está acontecendo com o nosso Brasil é fruto de nossas próprias escolhas e que não somos diferentes daqueles que criticamos, que lá estão!

Conclusão

Aqueles que perceberem os benefícios do trabalho ético, consistente e justo, serão os grandes agentes de mudança, responsáveis pela sustentabilidade de nosso BRASIL, um pingo de esperança para as gerações futuras…

ps.: Dada à relevância do tema, no XVI COBRASEMT (CONGRESSO BRASILEIRO DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO), de 26 a 27/abr/16 no Anhembi, está programada a Mesa de Debates Estratégicos: “Pericia com Qualidade: Sustentabilidade na Relação Capital Trabalho“, Coordenador : Engº Leonidio Ribeiro, Debatedores: Juiz Aposentado Edwar A. Gonçalves, Adv Trabalhista Alexandre G. Kamegasawa, Perito Eng Judicial Miguel Caporrino, Perito Médico Judicial: Aizenaque Grimaldi de Carvalho, Assistente Técnico: Flavio Carpi.

Bibliografia: O Assistente Técnico do Trabalho (Eng. M.Sc. Marcos Santos da Silva)

CRISE – Até que ponto faz sentido negá-la!

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As crises sempre estiveram presentes, em especial na vida dos brasileiros. Todavia, os brasileiros, ocupam posição de destaque no ranking da regularidade. É difícil lembrar de alguma crise com as dimensões da atual, que se autoalimenta e que parece não ter fim… Mas até que ponto temos que ser “otimistas” e até que ponto devemos encarar a crise como uma “crise” de fato.

O IMPORTANTE E NÃO ADMITIR

Há quem diga que o importante é negar… Aquela negação que os políticos estão acostumados a proferir: Não sabia de nada! ou aquela celebre declaração de Paulo Maluf: “Não tenho nenhuma conta em paraíso fiscal. Deixa gravado aí: se eu tenho uma conta bancária na Suíça, o que for, deixo já a você a procuração para doar para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – desafiou Maluf, em 28 de agosto de 2001”

Mesmo diante de tantas evidências e da obviedade dos fatos a regra é NEGAR, como se fosse a única forma de se safar… “tudo que disser poderá e será utilizado contra você nos tribunais…”

Da mesma forma, é regra entre os empresários lojistas, quando perguntados sobre a performance de seus negócios, responder sempre de forma padrão: “estamos vendendo muito!” – só que na semana seguinte tem uma faixa na porta “PASSA-SE O PONTO”…

No âmbito financeiro esse expediente é até compreensível, banco nenhum irá admitir problemas em seus negócios, isso certamente faria o problema se materializar de qualquer maneira, mesmo sem crise.

Mas o que ajuda e o que atrapalha esse tipo de mascaramento da realidade. De um lado tem o viés da “energia positiva”, a lei da atração (se você pensa positivo irá atrair resultados positivos), o foco na metade cheia do copo, ou ainda, não sabendo que era impossível foi lá e fez, e assim por diante…

A METADE CHEIA DO COPO

É muito difícil enxergar a metade cheia em um copo vazio, é necessária muita criatividade. Se talvez aceitássemos que o copo está vazio ficaria mais fácil correr atrás de alguma forma de enchê-lo, então a questão assumiria novas perspectivas.

Os processos de cura, de qualquer natureza, para ser eficaz, pressupõe a aceitação da doença, negá-la somente agrava e impede as ações necessárias.

ASSUMIR O CONTROLE

Transferir o problema para outras instancias também não ajuda em nada, é preciso trazê-lo para onde se pode atuar, naquilo que nos diz respeito, onde temos um mínimo de controle.

Votar corretamente, ainda que não hajam políticos corretos, não irá endereçar todas estas questões. Da mesma forma não serão novas leis que irão melhorar o “status quo” político e econômico… Os homens bons não necessitam de leis para agir corretamente, mas os homens maus irão usar as próprias leis para o exercício do mal…

SOMOS RICOS

Numericamente é fácil perceber que tudo que nos falta, serviços públicos decentes, educação, saúde, segurança, infraestrutura, entre outras coisas, seriam facilmente implementados se o nosso dinheiro não fosse desviado das mais diversas formas para grupos políticos e comunidades perversas de empresários, que se locupletam sem o mínimo de respeito pelo direito alheio.

De todo dinheiro desviado, apurado pelas diversas operações da Polícia Federal (lava-jato é apenas uma delas, a lista é enorme) deixa claro que a “dinheirama” que rola é astronômica. O que a PF consegue apontar é apenas uma pequena parte o “iceberg” de recursos desviados.

A RAIZ DO PROBLEMA

A estrutura do mal se desenvolve em torno do modelo político estabelecido, onde os cargos públicos são preenchidos por espertalhões de plantão, com gordas mordomias, políticos legislando em causa própria, um ciclo vicioso sem fim…

Parece sem solução, de nada adianta perseguir e resolver as várias operações da PF se não se elimina o mal pela raiz. A começar pelas mordomias, os privilégios políticos, o exagero no número de partidos e cargos públicos, um desperdício enorme sem justificativa que faça sentido…

Os políticos neste país estão blindados, para eles não existe crise, a crise é do povo apenas, quem realmente paga a conta.

A CRISE

A CRISE existe e é real, não é de hoje, sua origem é estrutural e política, todo o resto é um mera conjunção de fatores que transcende os aspectos econômicos e sociais percebidos.

A solução para CRISE exigirá muita mobilização e um esforço enorme por parte de todos os brasileiros, sem exceção. É preciso eliminar o mal pela raiz… cqc

O poder da recomendação e o verdadeiro “networking”

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Na vida profissional não há nada mais relevante do que os relacionamentos e a consequente capacidade de gerar negócios, baseados na confiança e na credibilidade, uma via de duas mãos… No contexto das relações humanas, é sabido que é “dando que se recebe”… a atitude “servidora” amplifica os resultados, doe com amor e receberás tudo em dobro…

Quando se tem boa vontade tudo fica mais fácil

Não é raro observarmos as pessoas torcerem o nariz quando pedimos alguma indicação… parece até que estamos levando um contrato de fiança ou mesmo pedindo muito dinheiro emprestado… uma sensação, de certa forma, muito desagradável…

Na verdade não se trata de uma mera indicação, o que se espera no fundo é uma recomendação… E recomendação é coisa muito séria, uma chancela que garante a procedência e a honestidade da oferta.

Só se deve solicitar recomendação daqueles que verdadeiramente confiam em você e que, sem subterfúgios, corroboram as mensagens que deseja transmitir.

A legitimidade da relação

A relação legítima é aquela que percebe o valor da sua proposta, isenta, concreta, capaz de atender reais necessidades, ou seja, resolve algum problema específico e gera benefícios tangíveis dentro daquilo que se propõe.

Não é exatamente um favor, muitas vezes o favor maior quem leva é você, pois provavelmente entrega algo útil e necessário para alguém que precisa… uma oportunidade que, muitas vezes, de outra forma, não seria percebida.

Percepção de valor

As pessoas tem necessidades que nem sabem… Muitos acham que estão protegidos, mas não estão… São crenças limitantes que impedem a percepção das vulnerabilidades a que estão expostos, sem ajuda é muito mais difícil perceber…

É um tema que tem viés comportamental… esconder a fatura embaixo da bandeja não irá eliminar a conta… uma hora ela será cobrada!

A missão é ajudar as pessoas

A missão é ajudar as pessoas e isso pode ser feito de diversas maneiras, com produtos, soluções ou qualquer iniciativa que contemple algum problema ou situação adversa que demande melhorias.

Pode ser preventivo, visando mitigar algum risco, ou pontual, para reverter alguma situação negativa. Pode envolver soluções de prateleira ou ‘taylor made’, especificamente desenhada para determinado caso, conforme contexto específico.

Sempre há algo para agregar

Raramente encontramos um potencial cliente que não se enquadra em nenhum modelo de melhoria, mesmos aqueles que negam haver qualquer inadequação ou vulnerabilidade, o fazem segundo critérios muito pessoais, sem real sintonia com a racionalidade que muitas vezes o tipo de decisão exige.

Diante do possível cliente, recomendado por alguém, isso é indiferente, a proposta se resume a entender o contexto do cliente e eventualmente apresentar possíveis propostas de melhorias, só isso!… O pastor tem a obrigação de levar o animal até a beira do rio, beber da água cabe apenas ao animal…

Apenas recomende aquilo que acredita (ou quem você confia)

Se realmente crê na legitimidade da solução ou confia naquele que a apresenta, então não haverá razão para esquivar-se de recomendar, isso com certeza manterá o seu “networking” elegantemente ativo… o resto não deve ser preocupação sua…

Pense nisso!